quarta-feira, 11 de julho de 2012
Querido Coração: Te desejo sorte, pois você sempre se apaixona pela pessoa “errada”, alguém que não reconhece o seu devido valor. Mas mesmo assim eu te admiro, pois mesmo partido, você sempre está disposto a encontrar um novo amor.
Querido Cérebro: Desculpa se eu não seguir seus conselhos, na maioria das vezes você tinha razão, eu sabia que iria me machucar, mas te ignorava e seguia meu coração.
Querido Amor: Foi muito bom te conhecer. Mas com as decepções, desilusões, cansei de te procurar, quem sabe um dia você me encontra
Depois de um tempo você percebe que chorar não muda as coisas. Percebe que permanecer trancada no quarto, encarando o teto e esperando as coisas melhorarem, não faz com que os ponteiros do relógio parem ou se movam para trás. Percebe que noites em claro não são a solução para se livrar de sonhos ou pesadelos, pois estes te perseguem mesmo quando está de olhos abertos. Depois de um tempo você percebe que cortes no pulso não tornam o dia mais bonito ou mais claro, e que giletes não servem como antibióticos-contra-dor-interna. Percebe que a indiferença dói, mas não mata. Que um coração partido, nunca volta a ser o mesmo de antes, e que uma vez quebrada, a confiança não se regenera. Um dia você entende que chega uma hora na qual lutar se converte em sua própria derrota. Uma hora em que desistir, deixar partir, fugir, é a única alternativa. Você percebe que há momentos que duram uma fração de segundos, mas podem causar danos que durarão décadas. Depois de um tempo você entende que a palavra desistir é relativa, que o verbo esquecer é involuntário, e que amor nem sempre é plural, e que quando singular, dói. Você então percebe que a mês após mês, dia após dia, hora após hora… Você percebe que o tempo não é constante. Percebe que ele muda, que ele passa depressa, e que vai eternizando momentos, arrastando lembranças, sequestrando pessoas. Você percebe que mesmo sem viver, você sobrevive… Mesmo sem querer, você segue. Então percebe que quando esse “depois de um tempo” chega, você não sabe o que fazer. Percebe que talvez, nunca saberá.
As vezes é melhor continuar dormindo… Continuar na cama, ficar por lá. Às vezes é mais vantajoso ficar em um lugar onde não tenha mais ninguém, onde só esteja eu e os meus pensamentos. Assim, eu evito ficar triste com algumas coisas. Às vezes é melhor não falar com ninguém, não ligar a TV, não mexer na internet, não olhar os sms’s, às vezes é bom se desconectar do mundo, ver quem vai sentir a minha falta se eu sumir. Às vezes é melhor ficar no meu mundinho, nos meus pensametos, nos diálogos que eu construo e que talvez nunca possam se concretizar, mas eu não deixo de pensar. Às vezes é só melhor ficar só, sem ninguém por perto, ficar no meu quarto, na minha cama…Pelo menos assim eu sei que nada vai me magoar.
Passei tanto tempo me importando, me chateando, ligando, correndo, fazendo das tripas corações para segurar o amor que restava nas costas. Agora eu prometi a mim mesma que não carregaria mais nada, peso nenhum sozinha. Não importo tanto, não me chateio tanto, não ligo tanto, não corro tanto e adivinhem só? Também nem preciso segurar mais amor nenhum, parece que agora ele vive flutuando e me acompanhando sempre. Quando eu parei de procurar ser amada, parece que o mundo começou a me amar mais.”
“É ele. Não tem jeito. Pode passar dias, meses, anos, o tempo que for, meu coração sempre vai pular de alegria ao ver aquele sorriso. Mesmo que por foto. Ou, simplesmente, ao ler palavras tão simples e pequenas, mas que envolvem tanto sentimento, como um: “tô com saudade” ou “preciso de você perto de mim”. Basta isso. Só isso. E eu entendo que mesmo que eu me engane com outro alguém, ele é o dono de todo esse amor que eu guardo aqui dentro. Que é ele o motivo de toda essa felicidade, de toda essa paz, de toda essa certeza de que tudo vai dar certo. Agora ou lá na frente. Eu digo e não tenho dúvidas: é ele. Só ele. É tudo por ele, para ele, com ele.”
| — | Plenitude. |
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